sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Seminário discute a necessidade de inovações na política educacional

  • 14/08/2014 18h38
  • Brasília
Da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro
A Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação, promoveu hoje (14) o seminário Inovações em Práticas, Gestão e Políticas Educacionais, com objetivo de debater mudanças positivas na agenda da educação, com base em experiências bem sucedidas, no Brasil e em outros países.
Presente à abertura do seminário, o ministro da Educação, Henrique Paim, destacou a importância do tema em discussão. Ele disse que o setor educacional sempre tem desafios a enfrentar, e "o Plano Nacional de Educação apresenta desafios e define o que precisamos fazer nos próximos anos. A inovação no ensino público vai garantir que tenhamos resultados em torno das ações. Por isso, o seminário é tão importante, e o MEC tem o papel de coordenar esse processo todo".
Depois, o presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen, falou sobre a abrangência do tema, que vai do ensino básico à graduação. O seminário tem um tema extremamente amplo, que atinge cada faixa do ensino, e em todos os níveis "podemos apurar inúmeros problemas e fatos que devem ser estudados", disse ele.
Simonsen deu ênfase ao trabalho a ser feito no ensino básico, pois, no seu entender, "há mais necessidade de coordenação no ensino básico. Hhá muito a ser feito, e tudo começa no ensino básico". Razão pela qual, segundo ele, os primeiros anos de ensino carecem de avaliação específica, além da temática do seminário em si, que durante todo o dia discutiu questões de qualidade, acesso a tecnologias com relação à educação, ensino virtual, formação e avaliação de professores, dentre outros.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Theófilo Rodrigues
THEÓFILO RODRIGUES
O anúncio de que o programa da candidata Marina Silva pretende reduzir os investimentos no pré-sal foi um verdadeiro balde de gelo – para usar uma expressão da moda – nos defensores da educação pública
O anúncio de que o programa da candidata Marina Silva pretende reduzir os investimentos no pré-sal foi um verdadeiro balde de gelo – para usar uma expressão da moda – nos defensores da educação pública e do Plano Nacional de Educação.
O Plano Nacional de Educação (PNE) aprovado neste ano é o principal documento norteador das políticas públicas de educação do país. Entre suas 20 metas para os próximos 10 anos consta que o investimento público em educação deverá alcançar 7% do PIB em 2019 e 10% do PIB em 2024. Hoje o investimento público em educação está em aproximadamente 6% do PIB.
Como podemos observar, a maior dificuldade do PNE não será sair dos 6% de 2014 para 7% em 2019. O maior problema será passar dos 7% de 2019 para 10% em 2024. E é aí que mora o perigo da proposta de Marina Silva de redução dos investimentos do pré-sal.
Como sabemos, o pré-sal é a principal fonte de financiamento para os 10% do PIB em educação. Após muita pressão da sociedade civil e dos movimentos sociais o Congresso Nacional aprovou em 2013 que 75% dos royalties e 50% do fundo social do pré-sal serão destinados à educação.
Marina Silva já anunciou que se for eleita não disputará a reeleição. Ou seja, sairá do governo em 2018. Se eleita, Marina não terá dificuldade em alcançar a meta de 7% do PIB em 2019. O problema estará no legado que deixará para seu sucessor. Sem o pré-sal nenhum presidente que a suceder conseguirá alcançar a meta de investir 10% do PIB em 2024. Marina não criará um problema para seu próprio governo, mas sim para o futuro do Brasil.
Tive a curiosidade de ler as mais de 240 páginas que constituem o programa de governo de Marina para saber o que ela realmente propõe para a área. De fato, o documento afirma na página 114 que seu governo irá “acelerar a implementação do Plano Nacional da Educação (PNE), que prevê a destinação de 10% do PIB à educação” e que para isso irá “aplicar os repasses à educação de parcela dos royalties do petróleo das áreas já concedidas e das do pré-sal”.
O problema, portanto, não está no seu programa, mas sim na sua declaração contraditória que vem sendo repetida à exaustão de que irá reduzir consideravelmente os investimentos da Petrobras no pré-sal para investir mais no etanol como fonte energética. Ademais, a candidata propõe que o orçamento do Ministério da Saúde suba para 10% do PIB, que o orçamento do Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação alcance 2% do PIB e que também seja ampliado o orçamento do Ministério da Cultura.
Resta saber como Marina fará tudo isso sem o pré-sal e com uma política econômica de redução de gastos públicos, de manutenção de um elevado superávit primário e de autonomia do Banco Central. Para o bom debate público é bom que a candidata se explique.
Theófilo Rodrigues é cientista político.

Máscara da política educacional no Brasil

Postado em 20/08/2014 15:28:38
Falam especialistas que o Brasil avançou nos últimos 20 anos, mas a educação freou o desenvolvimento desse período, segundo o IDHM 2013 (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), divulgado na segunda-feira, 29/07/2014.
No Brasil, entra Governo e sai Governo e a conversa é sempre a mesma: “vamos investir em educação”. Em ano eleitoral, dizem os políticos: “o país avançou muito”. Talvez tenha avançado para o abismo, pois segundo índice divulgado pela Pearson Internacional, que faz parte do The Learning Curve (Curva do Aprendizado, em inglês) e mede os resultados de três testes internacionais aplicados em alunos do 5º e do 9º ano do ensino fundamental, o Brasil ficou em penúltimo lugar.  Dão lições ao mundo a Finlândia e a Coreia do Sul, os dois primeiros lugares. O Brasil só ganhou da Indonésia. É um resultado vergonhoso.
Os dados não são invenção e não possuem coloração partidária. É a constatação de uma educadora que muito trabalha em prol de mudanças positivas. Uma educadora que contribuiu para composição dos livros didáticos do Estado de São Paulo. O Acre não quer ajuda nessa área, há, aqui, “medalhões nos salários”, mas que nada escrevem, falam bajulações. Isso não ajuda, prejudica o Estado, o sistema educacional como um todo.
Então, votando aos dados, eles saíram do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), do documento Tendências em Estudo Internacional de Matemática e Ciência (TIMSS) e do Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização (PIRLS) que compreendem o aprendizado de matemática, leitura e ciência dos alunos.
Tabela 50
O desempenho de cada país mostra se ele está acima ou abaixo da média calculada a partir dos dados de todos os participantes. Segundo esses dados divulgados no último dia 27 de julho de 2014, 27 dos 40 países ficaram acima da média, enquanto 13 estão abaixo do valor mediano. O Brasil, que teve pontuação de -1.65, foi incluído no grupo 5, onde estão as sete nações com a maior variação negativa em relação à média global. É um dado assustador, fruto do descaso e do pouco compromisso com a educação brasileira.
A ONU, em 14/07/2014, por meio do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), diz que o Brasil deve investir em “políticas educacionais ambiciosas”, para mudar a sua demografia.Todos os dados apontam que o Brasil vai mal, muito mal nas políticas educacionais.
E como é um sistema educacional eficaz? É aquele em que os alunos aprendem, passam de ano e concluem a educação básica. Esta é uma afirmação de que poucos vão discordar. Entretanto, a maioria dos sistemas educacionais no Brasil não cumpre essa missão. Há descaso, desvio de recursos, investimentos pífios, salários aviltantes pagos aos professores, escolas sem segurança, mal aparelhadas, sem infra-estrutura, que pouco ou nada atraem os jovens, que preferem as ruas, as drogas, a violência, os furtos. Quando não, ficam em casa e quando saem para a escola procuram ir para lugares mais agradáveis.
O governo brasileiro, por meio do INEP, definiu metas para os sistemas educacionais e as escolas aperfeiçoarem a qualidade da educação oferecida, criando um índice de qualidade, chamado IDEB, para cada um dos três segmentos da educação básica. Mas de tudo que se diz, fica a pergunta: essas metas no INEP são suficientes para o país sair do atraso educacional?
Há medidas urgentes: escolas em tempo integral; professores motivados; escolas aparelhadas para que as pessoas nelas desejem permanecer com alegria, satisfação. Então, qualquer política de melhoria da qualidade dos sistemas escolares devem contemplar os três aspectos simultaneamente: o professor deve ensinar; o aluno deve aprender e passar de ano.
Finaliza-se com a frase memorável de Eduardo Campos: “O Brasil tem jeito”. Devemos exigir prioridade à Educação, sem ela NUNCA avançamos, exceto para cair no abismo.

Enem 2013 tem 12% dos corretores de redação reprovados

Enem 2013 tem 12% dos corretores de redação reprovados

Atualizada em: 11/08/2014

Ao todo 845 corretores das redações do Enem 2013 foram excluídos e redações passaram por nova correção



A correção das redações do Enem é feita por profissionais da área de Letras com formação em Língua Portuguesa que passam por um processo de capacitação.De acordo com dados publicados pelo Estadão nesta segunda-feira, dia 11, cerca de 12% dos corretores de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edição 2013, foram excluídos do sistema de correção.
Por meio da Lei de Acesso à Informação verificou-se que 845 corretores de um universo de 7.121 avaliadores foram excluídos durante o processo de correção dos textos do Enem 2013por não apresentarem uma nota de desempenho superior a 7 - numa escala de 0 a 10.
Comparando-se esses dados com as edições do Enem 2012 e 2011, o índice de "reprovação" foi bem maior na última edição do exame: 52 "reprovados" de 5.558 corretores (0,9%) em 2012 e 277 de 3.188 corretores (8,69%) em 2011.
Ao longo do processo de correção, os avaliadores são monitorados, sendo verificado, por exemplo, se aplicam notas altas demais, muito baixas, se há lentidão na correção ou rapidez.

De acordo com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Francisco Soares, o avaliador é excluído automaticamente se a nota de desempenho for inferior a 5. Caso fique entre 5 e 7, ele tem até duas chances de recuperação. Na terceira vez que a nota de desempenho for inferior a 7, o corretor é eliminado, as redações por ele corrigidas retornam ao sistema e são examinadas novamente.De cada lote de 50 redações enviadas pelo sistema ao corretor, há duas "pegadinhas" de forma a verificar se há desvios nas correções. Uma das "pegadinhas" é a "redação ouro", já corrigida pela equipe de especialistas e a outra é a "redação múltipla", que passa pelo conjunto de corretores.

Remuneração
Um dos aspectos questionados pelos avaliadores é o valor pago por redação corrigida. Cada corretor recebeu R$ 3,61 por redação examinada no Enem 2013, R$ 2,35 em 2012 e R$ 2,25 em 2011, segundo o Serviço de Informação ao Cidadão do Inep.
Na última edição do Enem (2013), a redação era corrigida por um terceiro avaliador se a discrepância era de 100 pontos entre os dois primeiros, o que aumentou o número de textos com três avaliadores. No ano anterior, Enem 2012, a redação só era corrigida pelo terceiro avaliador quando a discrepância entre os dois corretores superasse 200 pontos.
O processo de treinamento dos avaliadores está em constante aprimoramento. Para o Enem 2013 os corretores receberam treinamento de 136 horas, compreendendo módulos a distância e presenciais. Em 2012, a capacitação foi de 100 horas e, em edições anteriores, apenas oito.

Critérios de Correção da Redação
A correção das redações do Enem virou alvo de questionamentos após a polêmica na edição de 2012 envolvendo texto com receita de macarrão instantâneo (que tirou nota 560, de 1.000 pontos possíveis) e com o hino do Palmeiras (500).
A repercussão do episódio levou o Ministério da Educação (MEC) a alterar os critérios usados na correção, prevendo que na edição seguinte seriam anuladas dissertações que apresentem "parte do texto deliberadamente desconectada com o tema que foi proposto".
As informações são do Estadão.
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,enem-tem-12-dos-corretores-de-redacao-reprovados-imp-,1541863O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,enem-tem-12-dos-corretores-de-redacao-reprovados-imp-,1541863O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,enem-tem-12-dos-corretores-de-redacao-reprovados-imp-,1541863O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,enem-tem-12-dos-corretores-de-redacao-reprovados-imp-,1541863O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,enem-tem-12-dos-corretores-de-redacao-reprovados-imp-,1541863
Enem tem 12% dos corretores de redação reprovadosO material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,enem-tem-12-dos-corretores-de-redacao-reprovados-imp-,1541863
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O Plano Nacional de Educação em perigo

Marina Silva lança programa de governo com seis eixos principais

Economia, educação, sustentabilidade, mobilidade urbana, políticas sociais e cidadania são os itens

Marina Silva também quer criar o “passe livre” para os estudantes de baixa renda. As passagens de transporte público seriam financiadas pelo governo federal, primeiramente para os alunos matriculados em escolas públicas de Educação Básica ou em cursos superiores por meio de programas como o ProUni e Fies.
Candidato a vice, Beto Albuquerque, discusa durante evento de lançamento do programa do PSB
Candidato a vice, Beto Albuquerque, discusa durante evento de lançamento do programa do PSB
Na educação, a candidata quer reestruturar o programa Mais Educação para incluir o estudo integral em toda a Educação Básica, criar mais escolas e investir na infraestrutura das existentes, e incentivar novas metodologias de aprendizagem. Uma outra proposta quer acelerar a implementação do Plano Nacional da Educação (PNE), que prevê a destinação de 10% do PIB à educação.
O programa de governo também prevê a continuidade do Bolsa Família e que quer incluir todas as famílias brasileiras que se encaixem nos critérios do programa, estimadas em 10 milhões. O objetivo da candidata é também construir 4 milhões de moradias pelo programa Minha Casa Minha Vida.